Na fronteira entre a MPB, o Pop Rock e os beats da música Eletrônica, o trio paulistano Okiah lança seu novo trabalho musical, “Fuego”, que chega às redes virtuais com seis canções de própria autoria.

Depois do primeiro EP, lançado em 2018, o novo disco embarca num outro universo sonoro inspirado por artistas como Guilherme Kastrup, Tuyo e outros já tradicionais da MPB, como os Novos Baianos e Chico César.

Nesta gravação ao vivo no NZ Estúdio, o grupo adotou samplers e drum machines lado a lado com o violão de cordas de nylon e à guitarra elétrica, numa combinação entre tradição e inovação musicais. Além dos beats programados pelo próprio trio, exploram arranjos a três vozes alternados com a interpretação marcante da cantora Julianna Carmo que, além de cantar, comanda as bases eletrônicas.

Como disse o jornalista e músico César Ricardo Mendes, “Okiah é nostálgico e novo ao mesmo tempo”, justamente por se lançar na pesquisa de sonoridades, enquanto se apoia na boa e velha canção brasileira.

O pontapé inicial desta pesquisa deu-se em novembro de 2018 com a canção "Fuego". Produzida em João Pessoa - PB no estúdio Gota Sonora com o produtor musical Jader Finamore, teve as participações de Lucas Dan nos sintetizadores e Anderson Ziemmer no baixo. A partir de então, iniciou-se o processo criativo das outras 5 canções do disco, junto ao produtor musical Jonas Paulo (NZ Estúdio).

Outras parcerias surgiram: o coreógrafo de Guarulhos Hélio Lima e sua companhia de dança, juntamente com a Grilo Filmes, abraçaram esta música e produziram o primeiro videoclipe da banda Okiah, caliente e cheio de poesia, como a própria música.

As demais composições também trazem humor, crítica, reflexão e paixão, honrando a riqueza poética do nosso cancioneiro e mantendo a identidade do primeiro disco. Na canção “Artimanhas digitais”, o guitarrista e compositor Henrique de la Rosa narra uma curiosa (e verídica) conversa com um motorista de aplicativo que parecia saber o segredo do sucesso (quem nunca teve um papo como esse?). Na canção “O mundo é delas”, André Moraes abre a faixa com riffs a la Lenine, cantando a visão velha e machista do romantismo, sendo respondido por Julianna: “você tem muito o que aprender”. O refrão da canção anuncia: o mundo agora é delas,  citando  o  nome  de  grandes  mulheres  que contribuíram pra isso. A canção

“Rua”, de André Moraes, desenvolve esta pequena palavra de três letras em versos poéticos sobre a urbanidade, marca paulista do grupo. "Cartão postal" e "Andarilho", que já faziam parte do repertório do grupo, foram gravadas com novos arranjos, nesta nova identidade sonora.

Entre as ondas senoidais dos sintetizadores, o feeling da guitarra elétrica e o balanço brasileiro do violão e voz, Okiah vai planando entre as fronteiras dos estilos musicais. Uma música que dispensa rótulos, convida a dançar, rir e refletir.

Contate-nos